
O ser humano vive, actualmente num estado de consumo permanente. Uma busca incessante por bens materiais, qualidade de vida e posição social.
Os valores humanos, regem-se sobretudo, pelo nível de vida de cada um, e não pelas suas qualidades interiores ou morais. O ser humano, hoje, vale pelo estatuto que atinge nesta mesma sociedade consumista. Ou seja, quanto mais tem, mais vale, maior posição social atinge.
Existem hoje em dia, livros, que de uma forma ou de outra, tentam ajudar as pessoas a enriquecer. Livros que incentivam as pessoas nesta competição desenfreada.
Livros, como:«o segredo; quem mexeu no meu queijo...» que nos «ensinam» a materializar ou visualizar situações ou bens, e sobretudo nos incentivam a ser ambiciosos, exercem um grande poder sobre a mente de quem os lê. Têm o poder de influenciar.
Ensinam-nos a gratidão pelo que temos e ensinam-nos a pedir ao«universo».
Mas o que é afinal o universo?
O que tem para nos oferecer?
Penso que nada. Gratidão por ele, também não faz muito sentido, porque dele não provem nada material, que têm o ser humano.
Existe sim, a possibilidade ao ser humano, de atrair mais facilmente coisas positivas, quando pensa positivo. Quando estamos optimistas, estamos mais felizes, e menos preocupados com os problemas quotidianos. Mas quando estamos pessimistas, acontece precisamente o contrario. É nos mais difícil resolver problemas, enfrentar situações, levantar a cabeça e seguir em frente.
O incentivo ao consumismo esta por toda a parte: publicidade, comunicação social, imprensa escrita e até nos próprios produtos. Todos são melhores, mais eficazes e todos melhoram o nível de vida.
Depois, existe também os incentivos por parte de quem vende: eles aliciam com cartões, descontos, talões... Um sem numero de soluções que levam o povo a gastar o que não têm, naquilo que realmente não necessita.
Provavelmente, a pessoa compra, porque o amigo já têm, e ele não quer se sentir inferior, ou porque a componente estética desperta a atenção, ou ainda porque têm tecnologia algo sofisticada, algo de novo, mas que talvez não sirva as reais necessidades... aquelas para as quais lhe trazem uma utilidade para a vida; o que realmente vem simplificar e trazer benefícios.
Um consumista compulsivo é quase igual a um avarento, porém, no sentido oposto!
Alguém, que é facilmente influenciado e extremamente manipulado, por uma sociedade, da qual quer ser parte integrante. Segue as tendências do meio que o rodeia, com o objectivo de tornar-se parte integrante, nesse mesmo meio!
Deixa, contudo, de ser livre, passando a ser um escravo da própria sociedade, através de uma constante manipulação. Pede autocontrole e domínio sobre as mais diversas situações, e deixa-se levar pelo apelo da dita sociedade capitalista.
